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QUANDO TUDO FALHA
...!
ENTRA
EM AÇÃO O RADIOAMADOR
escreveu : Mário Keiteris - PY2 M X K (*)
radioamador veterano e escritor .
Quem imaginaria de que toda a parafernália tecnológica
e a sofisticação existente no mundo moderno
iria falhar um dia em escala maciça e total, mais realmente
aconteceu, foi neste momento que chegaram os radioamadores
com seus equipamentos considerados fora de moda, cerraram
fileiras e fecharam a enorme brecha existente nas telecomunicações
quando caiu a energia elétrica, auxiliando todos os
voluntários que estavam trabalhando no apagão
do século.
Mais de quatro milhões de pessoas do noroeste e centrooeste,
dos Estados Unidos foram pegas de surpresa no famoso apagão
de 14 de agosto quando a falta de energia elétrica
cortou-lhes o assesso a Internet, ao correio eletrônico,
aos telefones fixos e celulares, milhares de pessoas ficaram
presas dentro dos elevadores, metrôs, trens e dentro
dos "prédios inteligentes".
As vias terrestres, os telefones fixos e celulares ficaram
congestionados pela grande quantidade de chamadas entrando
em colapso total.
Porem o radioamadorismo e os radioamadores que nasceram na
era da primeira grande Guerra Mundial 1914/1918 e desde esta
época vem trabalhando muito ativamente nas emergências
como voluntários em todos os grandes desastres acontecidos
no mundo, sendo que, tambem durante o mais extenso corte de
luz da historia dos Estados Unidos que acabou sendo chamado
de apagão do século, deram a sua colaboração
aos Bombeiros, Policia, Cruz Vermelha e outros serviços
que trabalhavam na emergência.
Os operadores das estações de radioamador não
dependem de nenhuma linha telefônica, de nenhum servidor,
nem de torres de celular e nem de energia elétrica,
apenas com um "backup" de baterias podem operar
seus equipamentos de qualquer parte, onde os demais aparelhos
de comunicação por mais sofisticados que sejam
não podem.
Todavia quando tudo falha, o radioamadorismo e os radioamadores
ali estão operando seus equipamentos.
As estações de rádio são operadas
por uma rede de radioamadores voluntários organizados
e muito bem treinados e tinham a estação base
montada em Newington.
O radioamadorismo e os radioamadores já tinham ganho
um memorável reconhecimento do povo e autoridades americanas,
pelo seu excelente trabalho de comunicações
e trafego de mensagens depois dos ataques terroristas de 11
de setembro de 2001 aos Estados Unidos.
É incrível a diferença que o radioamadorismo
vem mostrando ao mundo, pela grande quantidade de pessoas
que sabem o que estão fazendo, e é aqui que
esta fazendo uma grande diferença.
Tom Carubba um Coordenador de Emergência de New York
informou ainda que, assim que a energia elétrica caiu,
os radioamadores voluntários apresentaram-se imediatamente
e cinco minutos depois em cinco bairros de New York e condados
de Long Island, esses radioamadores já tinham instalado
seus equipamentos e já estavam no ar transmitindo mensagens
para a Cruz Vermelha e para os Escritórios de Administração
de Emergências inclusive prestando seu auxilio os bombeiros.
Durante outros desastres tais como terremotos ou condições
meteriologicas severas, os radioamadores voluntários
normalmente ativam as repetidoras em torres estrategicamente
instaladas, porem, durante o apagão do século
estas torres estavam desativadas por falta de energia elétrica
e os radioamadores trabalharam nas freqüências
que já estão previamente designadas, ou seja
nas que estavam cobertas pelos centros de operações
de emergência para contatos diretos ou seja no visual
entre antenas.
Na região de New York e Long Island em que vive uma
população de mais de 10 milhões de pessoas
trabalharam cerca de 100 radioamadores voluntários,
que foi o suficiente para controlarem perfeitamente a crítica
situação, pois mantiveram o trafego de mensagens
24 horas por dia enquanto durou o apagão do século.
Alguns radioamadores estavam nos escritórios centrais
da Cruz Vermelha, outros nos refúgios centrais dos
Bombeiros e nos hospitais alem dos pronto socorros.
Menciono aqui apenas um dos muitos trabalhos muito bem desempenhados
pelos radioamadores voluntários, disse Tom Carubba,
foi num complexo hospitalar de New York, que alem do apagão,
houve pane no sistema de energia de emergência do hospital
que, ficou sem nenhuma energia elétrica temporariamente
e os radioamadores proveram todas as comunicações
com as ambulâncias e outros departamentos, ate em que
a energia de emergência foi restabelecida naquele hospital.
(*) O autor Mário Keiteris é radioamador veterano
e escritor de livros de temas radioamadoristicos, já
com 11 livros escritos e editados em São Paulo.
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