Radioamadorismo

Radioamadores farão parte da defesa civil
Brasília - Assim como nos Estados Unidos, os radioamadores no Brasil terão um papel essencial na rede de defesa civil que o governo está montando no País para enfrentar eventual ataque terrorista.
Nesta quarta-feira, o ministro interino da Integração Nacional, Pedro Sanguinetti, assinou acordo com a Liga de Brasileira de Radioamadores (Labre), para criar a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener).
"Teremos mais um instrumento para combater ameaças de acidentes, desastres e calamidades, inclusive essas que se apresentam no quadro do terrorismo internacional", disse o ministro interino.
Segundo ele, o novo instrumento fortalecerá o Sistema Nacional de Defesa Civil. A Rener tem por objetivo facilitar as comunicações em todo o País, quando os meios convencionais não puderem ser acionados, em razão de situação de emergência.
Um grupo de trabalho foi criado para elaborar as normas de ativação e execução dos serviços a serem desenvolvidos pela Rener, que será subordinada operacionalmente à Secretaria Nacional de Defesa Civil.
O presidente da Liga de Radioamadores, Gustavo Faria Franco, informou que, quando houve o ataque terrorista aos Estados Unidos, em 11 de setembro, os radioamadores brasileiros ajudaram a localizar muitos familiares que estavam desaparecidos, tranqüilizando várias famílias.
Embora hoje cerca de 40 mil radioamadores estejam cadastrados no sistema, apenas dez mil estão operando efetivamente. Esses dados, na avaliação do presidente da Labre, indicam que a rede pode ser bastante ampliada.
Com a criação da Rener, muitas estações de radioamadores serão reativadas e será reforçada a Patrulha da Madrugada, rede operada em todos os Estados brasileiros e que se comunica sistematicamente.
O ministro interino da Integração convocou para a terça-feira da semana que vem uma reunião com todos os representantes do governo federal para que se integrem à defesa civil.
O objetivo do encontro, segundo Sanguinetti, é fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil para combater ameaças de calamidades e prevenir possíveis desastres provocados pelo terror.
O ministro não quer fazer alarme, mas adverte que todos os setores do governo que têm um braço na defesa civil têm de estar cientes do papel a ser desempenhado, caso o País enfrente algum problema.
Na reunião, Sanguinetti vai pedir aos representantes dos ministérios que façam levantamento dos meios disponíveis em suas respectivas áreas e preparem um plano de contingência para ser discutido em um próximo encontro.
Em seguida, esses ministérios deverão apresentar um plano de ação e definir quem deve ser procurado em caso de algum tipo de calamidade, para que uma rede de ação emergencial seja formada e fique em condições de ser colocada em operação.
Reunião semelhante já ocorreu, no início do mês, com representantes dos Estados e municípios.

 

BRASILEIRO É O PIONEIRO DA RADIODIFUSÃO MUNDIAL
O cientista e inventor brasileiro Padre Roberto Landell de Moura, (1861-1928) é o pioneiro mundial na transmissão da palavra humana utilizando o rádio, ou seja, ele é o verdadeiro precursor da radiodifusão, (transmissão e recepção radiofônicas).
É bom lembrar que o rádio que Marconi inventou, só transmitia e recebia sinais de telegrafia (CW), sendo portanto o pioneiro na radiotelegrafia - telégrafo sem fio - não tendo se interessado ou conseguido transmitir em fonia.
Segundo o Eng. Eletrônico e Eletricista Nicolas Dachin, em artigo publicado na revista Antenna em jan/1969, o registro da segunda transmissão da palavra humana deu-se em 25 de Dezembro de 1900, feito consignado ao Canadense-norte-americano Reginald Aubrey Fessenden.
Gaúcho, Padre Landell desenvolveu seus estudos e experiências a partir de 1893, especialmente em Campinas e São Paulo (capital).
Vale ressaltar que diversos autores fazem referências a experiências realizadas a partir de 1893/4, mas que ainda não foram comprovadas.
O Jornal "O Estado de São Paulo" em sua edição de 16 de julho de 1899 noticiava que o Pd Landell estaria às 09:00hs no Colégio das Irmãs São José, em Santana, para realizar uma experiência de telefoneia sem fios, na presença de autoridades, homens da ciência e imprensa.
Infelizmente não foi encontrado nenhuma notícia informando do resultado da experiência. Entretanto, é bom ressaltar, se o Pd Landell naquela época já realizava demonstrações públicas de seuis inventos, é uma demonstração cabal de que já tinha obtido exito em experiências efetuadas em Laboratório.
Comprovadamente, Pd Landell efetuou uma demonstração pública de seu invento, na cidade de S. Paulo, no dia 03 de junho de 1900.
A sua vitoriosa experiência em 1900 foi assim noticiada pelo Jornal do Comércio de 10 de junho de 1900:
"No domingo próximo passado, no alto de Santana, cidade de São Paulo, o Padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção, no intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço (...), as quais foram coroadas de brilhante êxito. (...) Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, o Sr P.C.P. Lupton, representante do Govêrno britânico, e sua família".
Injustiçado e incompreendido, o êxito das experiências do padre Landell não tiverem a merecida acolhida pela imprensa e autoridades brasileiras da época, o que causou uma grande decepção ao ilustre cientista, conforme se verifica em reportagem publicada no jornal "La Voz de Espanã" (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900 em que diz: "(...)quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fizeram pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos(...)".
Em 1903, Arthur Dias, em seu livro "Brazil Actual" faz referência a Landell de Moura, descrevendo, entre outras coisas, o seguinte: "...logo que chegou a S. Paulo, em 1893, começou a fazer experiências preliminares, no intuito de conseguir o seu intento - transmitir a voz humana a uma distância de 8, 10 ou 12 kilometros, sem necessidade de fios metálicos. Após alguns mezes de penosos trabalhos, obteve excellentes resultados com um dos apparelhos construidos(....)O telefone sem fios é reputado a mais importante das descobertas do Padre Landell, (...)e as diversas experiências por ele realizadas na presença do cônsul inglês de S. Paulo, Sr. Lupton, e de outras pessoas de elevada posição social, foram tão brilhantes que o Dr Rodrigues Botet, ao dar notícias desses ensaios, disse não estar longe o momento da sagração do Padre Landell como autor de descobertas maravilhosas (...)".
Observem que o livro foi escrito apenas 10 anos após o início das experiências de Landell de Moura em 1893, e 03 anos depois da vitoriosa demonstração pública de 1900. Na época da publicação do livros, Pd Landell estava nos USA patenteando seus inventos.
Os fatos não desanimaram Landell de Moura, que em 09 de março de 1901 obteve para seus inventos a patente brasileira nº 3.279.
Meses depois seguiu para os USA, e em 04 de outubro de 1901 deu entrada de requerimentos no The Patent Office of Washington pedindo privilégio para suas invenções, tendo obtido, após muito sacrifício pessoal, em 11 de outubro de 1904 a patente 771.917 , para um transmissor de ondas; a 22 de novembro de 1904, a patente 775.337 para um telefone sem fio e a 775.846 para um telégrafo sem fio.
Seu trabalho foi notícia em 12.10.1902, no Jornal americano "The New York Herald", em reportagem sobre experiências desenvolvidas na época, inclusive por cientistas nos USA, Alemanha e Inglaterra, na transmissão de sons sem uso de aparelhos com fio.
Ressalta o jornal: ..."Por entre os cientistas, o brasileiro Padre Landell de Moura é muito pouco conhecido. Poucos deles tem dado atenção aos seus títulos para ser o pioneiro nesse ramo de investigações elétricas...Mas antes de Brigton e Ruhmer, Padre Landell, após anos de experimentação, conseguiu obter uma patente brasileira para sua invenção, que ele chamou de Gouradphone...".
O jornal publica uma ampla reportagem sobre Landell de Moura, sua vida e obra, completada por uma fotografia do Padre, intitulada: "Padre Landell de Moura - Inventor do telefone sem fio".
É importante ressaltar que a reportagem acima foi escrita em um jornal americano, por jornalistas que conviveram com Landell de Moura, e reconhecem que os seus feitos foram pioneiros.
Em 07 de setembro de 1984, em Porto Alegre, após um magnífico trabalho de reconstrução coordenados pelo Prof Otto Albuquerque, pela CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do RS) e a FEPLAN (Fundação Educacional Padre Landell de Moura), foi feita uma demonstração pública utilizando-se um rádio montado com os mesmos materias usados à época por Landell de Moura, tendo sido transmitidas algumas palavras pronunciadas pelo então Governador Jair Soares.
A réplica do rádio encontra-se na FEPLAM em Porto Alegre.
Mas não paramos por aqui...
Diversos artigos já foram publicados artigo em dezenas de revistas e jornais brasileiros e no exterior, narrando as experiências pioneiras de Landell de Moura.
O Prof. Otto Albuquerque em seu livro "No Ar a Luz que Fala", e o Eng. Iwan Halasz, no livro "Handbook do Radioamador", fazem minucioso estudo técnico dos aparelhos inventados por Landell de Moura, não deixando margens à dúvidas do seu pioneirismo e funcionalidade.
O escritor Ernani Fornari, e o jornalista e estudioso B. Hamilton Almeida, (entre outros) publicaramlivros baseados em extensa pesquisa nos documentos doados por herdeiros do Pd. Landell, bem como em pesquisas nas cidades em que ele viveu, demonstrando, o pioneirismo de suas invenções.
No decorrer dos anos, dezenas de artigos foram publicados ressaltando os feitos de Landell de Moura, em jornais e revistas no Brasil, (como p. exemplo, A Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Veja, Superinteressante, Rev. das Invenções) bem como em Portugal, USA, Alemanha, Argentina, Uruguai e Áustria.
As anotações deixadas por Landell de Moura foram alvo de minucioso estudo realizado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da antiga TELEBRÁS, situado em Campinas/SP, (que diga-se de passagem leva o nome do Padre Landell de Moura), tendo se concluído pela validade de suas teorias.
Os originais das anotações estão em Porto Alegre, no Museu Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Nascido em Porto Alegre em janeiro de 1861, Landell de Moura teve formação eclesiástica em Roma. Ordenado sacerdote em 1886, voltou para o Brasil e desempenhou atividades religiosas até sua morte, também em Porto Alegre, já no importante cargo de Monsenhor.
Em Roma iniciou seus estudos de física e eletricidade, nos quais aperfeiçoou-se como auto-didata no Brasil. É bom lembrar que aqui, Landell de Moura estava isolado dos grandes centros de pesquisas da época, especialmente França, Inglaterra e USA, só tomando conhecimento dos avanços tecnológicos que ali ocorriam meses depois, pelas poucas publicações que chegavam ao nosso país.
CONCLUSÃO:
Landell de Moura, um inventor e cientista que desenvolveu suas experiências em nosso País, com parcos recursos técnicos e financeiros, estranhamente, até hoje, é um ilustre desconhecido da maioria absoluta do povo, governo e comunidade científica, inclusive no Brasil.
Num país ainda tão carente em apoiar e desenvolver sua produção técnica e científica, deixar de prestigiar a obra de Landell de Moura, é desperdiçar a oportunidade de reconhecer para a posteridade os feitos e a glória de um dos grandes gênios brasileiros.

 

Radioamadores farão parte da defesa civil
Brasília - Assim como nos Estados Unidos, os radioamadores no Brasil terão um papel essencial na rede de defesa civil que o governo está montando no País para enfrentar eventual ataque terrorista.

Nesta quarta-feira, o ministro interino da Integração Nacional, Pedro Sanguinetti, assinou acordo com a Liga de Brasileira de Radioamadores (Labre), para criar a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener).

"Teremos mais um instrumento para combater ameaças de acidentes, desastres e calamidades, inclusive essas que se apresentam no quadro do terrorismo internacional", disse o ministro interino.

Segundo ele, o novo instrumento fortalecerá o Sistema Nacional de Defesa Civil. A Rener tem por objetivo facilitar as comunicações em todo o País, quando os meios convencionais não puderem ser acionados, em razão de situação de emergência.

Um grupo de trabalho foi criado para elaborar as normas de ativação e execução dos serviços a serem desenvolvidos pela Rener, que será subordinada operacionalmente à Secretaria Nacional de Defesa Civil.

O presidente da Liga de Radioamadores, Gustavo Faria Franco, informou que, quando houve o ataque terrorista aos Estados Unidos, em 11 de setembro, os radioamadores brasileiros ajudaram a localizar muitos familiares que estavam desaparecidos, tranqüilizando várias famílias.

Embora hoje cerca de 40 mil radioamadores estejam cadastrados no sistema, apenas dez mil estão operando efetivamente. Esses dados, na avaliação do presidente da Labre, indicam que a rede pode ser bastante ampliada.

Com a criação da Rener, muitas estações de radioamadores serão reativadas e será reforçada a Patrulha da Madrugada, rede operada em todos os Estados brasileiros e que se comunica sistematicamente.

O ministro interino da Integração convocou para a terça-feira da semana que vem uma reunião com todos os representantes do governo federal para que se integrem à defesa civil.

O objetivo do encontro, segundo Sanguinetti, é fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil para combater ameaças de calamidades e prevenir possíveis desastres provocados pelo terror.

O ministro não quer fazer alarme, mas adverte que todos os setores do governo que têm um braço na defesa civil têm de estar cientes do papel a ser desempenhado, caso o País enfrente algum problema.

Na reunião, Sanguinetti vai pedir aos representantes dos ministérios que façam levantamento dos meios disponíveis em suas respectivas áreas e preparem um plano de contingência para ser discutido em um próximo encontro.

Em seguida, esses ministérios deverão apresentar um plano de ação e definir quem deve ser procurado em caso de algum tipo de calamidade, para que uma rede de ação emergencial seja formada e fique em condições de ser colocada em operação.

Reunião semelhante já ocorreu, no início do mês, com representantes dos Estados e municípios.

Tânia Monteiro

Agencia Estado Quarta-feira, 24 de outubro de 2001




 

 

 

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL
GABINETE DO MINISTRO

Publicado no Diário Oficial da União nº 206 de 26 de outubro de 2001, sexta-feira, seção 1, página 131. Portaria nº 302 de 24 de outubro de 2001.
O Ministro de Estado Interino, da Integração Nacional no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos I e II, da Constituição resolve:
Art. 1 - É criada a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores - RENER, como parte integrante do Sistema Nacional de Defesa Civil - SINDEC.
§ 1º - A REDE tem a finalidade de prover ou suplementar as comunicações em todo o território nacional, quando os meios usuais não puderem ser acionados, em razão de desastre, situação de emergência ou estado de calamidade pública;
§ 2º - Poderão participar da REDE, em caráter voluntário pessoas físicas portadoras do Certificado de Operador de Estação de Radioamador - COER, bem como as estações de rádio detentoras de licença de radioamador, expedida pela Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL.
§ 3º - A Rede Nacional de Emergência de Radioamadores - RENER, será ativada e subordinada operacionalmente à Secretaria Nacional de Defesa Civil - SEDEC e supervisionada pela Confederação Brasileira de Radioamadorismo - LABRE, podendo, também, vir a ser ativada parcialmente, nos Estados e Municípios, pelas Coordenadorias Estaduais de Defesa Civil - CEDEC e pelas Comissões Municipais de Defesa Civil - COMDEC, respectivamente de comum acordo com as Federações da LABRE, estaduais.
§ 4º - Tendo em vista que o serviço a ser provido pela REDE relativo às comunicações, cuja eficiência pressupõe rigorosa observância a princípios e normas legais já estabelecidas, fica criado no âmbito do Ministério da Integração Nacional, Grupo de Trabalho que terá a incumbência de elaborar "Norma de Ativação e Execução dos Serviços" a serem prestados pela REDE.
Art. 2º - O Grupo de Trabalho será constituído por 3 (três) representantes da Secretaria Nacional de Defesa Civil - SEDEC, e por 2 (dois) representantes da Confederação Brasileira de Radioamadorismo - LABRE.
Art. 3º- Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

SINDEC

Organização do SINDEC - Sistema Nacional de Defesa Civil
Visite nossas Coordenadorias Estaduais de Defesa Civil - CEDEC
A defesa civil no Brasil está organizada sob a forma de sistema, denominado de Sistema Nacional de Defesa Civil- SINDEC, composto por vários órgãos.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil - SEDEC, no âmbito do Ministério da Integração Nacional, é o órgão central deste Sistema, responsável por coordenar as ações de defesa civil, em todo o território nacional. A atuação de defesa civil tem o objetivo de reduzir desastre e compreende ações de prevenção, de preparação para emergências e desastres, de resposta ao desastre e de reconstrução.
A atuação de defesa civil é multissetorial e deve ser executada pelos três níveis de governo - federal, estadual e municipal - com ampla participação da comunidade. A ação organizada de forma integrada e global do SINDEC proporciona um resultado multiplicador e potencializador, muito mais eficiente e eficaz do que a simples soma das ações dos órgãos que o compõem.
Todos os órgãos do SINDEC têm atribuições, mas a atuação do órgão municipal de defesa civil - Coordenadoria Municipal de Defesa Civil - COMDEC - é extremamente importante, tendo em vista que os desastres ocorrem no município.
O município deve estar preparado para atender imediatamente a população atingida por qualquer tipo de desastre, reduzindo perdas materiais e humanas, fato que constatamos diariamente pela mídia. Daí a importância de cada município criar a sua COMDEC.
Há uma grande diversidade de desastres naturais, humanos e mistos, conforme classificação adotada pelo Sistema Nacional de Defesa Civil e aprovada pelo Conselho Nacional de Defesa Civil a Codificação de Desastres, Ameaças e Riscos - CODAR.
A realidade brasileira, neste contexto de desastres, pode ser caracterizada pela freqüência dos desastres naturais cíclicos, especialmente as inundações em todo o País, seca na região Nordeste e um crescente aumento dos desastres humanos, devido ao crescimento urbano desordenado, às migrações internas e pelo fenômeno da urbanização acelerada sem a disponibilidade dos serviços essenciais. Num cenário de extensão continental, com cerca de 8,5 milhões km2 , 7.367 km de litoral banhado pelo Oceano Atlântico e 167 milhões de habitantes, o Brasil apresenta-se com características regionais de desastres, ou seja: Região Norte - incêndios florestais e inundações/ Região Nordeste - secas e inundações/ Região Centro-Oeste - incêndios florestais /Região Sudeste - deslizamento e inundações/Região Sul - inundações, vendavais e granizo.


Órgão Superior: Conselho Nacional de Defesa Civil - CONDEC.
Constituído por representantes dos ministérios e de órgãos da Administração Pública Federal, designados pelo Ministro de Estado da Integração Nacional, ao CONDEC compete, entre outras atribuições, a de aprovar a Política Nacional de Defesa Civil e as diretrizes de ação governamental de Defesa Civil e de deliberar sobre as ações de cooperação internacional de interesse do SINDEC - Sistema Nacional de Defesa Civil. Ao Ministério da Integração Nacional, representado pelo titular da SEDEC - Secretaria Nacional de Defesa Civil, cabe a presidência do Conselho.
Órgão Central: Secretaria Nacional de Defesa Civil - SEDEC. Compete à Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional:
· articular e coordenar as ações de Defesa Civil;
· gerenciar tecnicamente e a fiscalizar as ações específicas desenvolvidas;
· promover a implementação das ações conjuntas dos órgãos integrantes do SINDEC - Sistema Nacional de Defesa Civil;
· participar do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro - SIPRON, como órgão setorial encarregado da proteção da população nas emergências nucleares e/ou radiológicas.
Órgãos Regionais: Coordenadorias Regionais de Defesa Civil - CORDEC, cuja vinculação e localização, por região geográfica, será estabelecida em regulamento. Sob a supervisão técnica da SEDEC - Secretaria Nacional de Defesa Civil, compete aos órgãos compatibilizar e consolidar os planos e os programas estaduais de Defesa Civil para o planejamento regional e coordenar as ações regionais de Defesa Civil, em suas áreas de atuação.
§ Região Norte
§ Região Nordeste
§ Região Centro-Oeste
§ Região Sul
§ Região Sudeste
Órgãos Estaduais: Coordenadorias Estaduais de Defesa Civil - CEDEC, Coordenadoria de Defesa Civil do Distrito Federal.
Órgãos Municipais: Comissão Municipal de Defesa Civil - COMDEC. A implantação é feita pela prefeitura municipal. Cabe ao prefeito determinar a criação de uma COMDEC, iniciativa que pode partir das autoridades locais ou dos cidadãos da comunidade, conscientes da necessidade deste órgão para a segurança da população.
Órgãos Setoriais: Órgãos e Entidades da Administração Pública Federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos nas ações de Defesa Civil.
Órgãos de Apoio: Instituições públicas e privadas, ONGs - organizações não-governamentais e comunitárias - clubes de serviços e associações que prestam ajuda aos órgãos do Sistema Nacional de Defesa Civil, em circunstâncias de desastres, caracterizando a participação da cidadania.

 

O Radioamadorismo é mais conhecido pelo serviço gratuito que presta quando ocorre desastres naturais, aquisição de remédios difíceis e por ter ajudado na localização de pessoas e até veículos roubados e infelizmente por causar interferências. Entretanto contribui significantemente tanto no plano social, quanto no tecnológico para as nações que o apóiam e aprovam.
O radioamadorismo, tal como o conhecemos hoje, surgiu a partir de 1908 e no ano de 1927 ele havia sido reconhecido formalmente pela Convenção Internacional de Radio Telegrafia de Washington. Atualmente o serviço de radioamador opera sobre regras específicas baseadas em uma legislação apropriada.
O serviço de radio comunicação amador tem como propósito entretenimento, intercomunicação e investigação técnica realizada pôr aficionados, ou seja pôr pessoas devidamente autorizadas e interessadas na rádio técnica unicamente para satisfazer seus ideais sem interesse remunerativo. Este serviço de radiocomunicação utiliza-se também de estações no espaço com o mesmo propósito.
O radioamadorismo na verdade constitui uma fonte internacional de tecnologia eletrônica sem custo para o país, os radioamadores são em sua maioria estudiosos e praticantes de eletrônica, teoria de propagação e técnicas de comunicação.
A medida que se proliferam os aparelhos eletrônicos no mundo moderno são cada vez mais necessárias as pessoas que conheçam o projeto para manutenção e operação desses aparelhos.
Nas nações em desenvolvimento, é considerável o impacto do radioamadorismo já que os serviços que esse possa oferecer não podem, ser supridos pôr nenhum outro meio. Nos países onde as bases tecnológicos são reduzidas e os esforços governamentais tem que ser direcionados para áreas mais fundamentais o radioamadorismo tem a capacidade de promover a formação de especialistas em tecnologia aumentando a alto suficiência nacional. Desde o inicio do radioamadorismo seus praticantes experimentadores tem se dedicado a contribuir para o desenvolvimento de tecnologia no campo da eletrônica. O radioamadorismo oferece oportunidades quase ilimitadas para experimentar em uma variedade de categorias de comunicação em seu espectro frequêncial.
As atividades radioamadorística tem contribuído para avanços e descobertas em áreas como, investigação de propagação, satélites artificiais, projetos e aplicações de antenas direcionais, rádio-pacote e entre outras avançadas técnicas digitais de telecomunicações além de terem melhorado a utilização do espectro de radiofreqüência.



VALOR DO RADIOAMADOR

Os radioamadores tem demonstrado graças ao seu entusiasmo e sua ampla difusão no mundo inteiro, que são extremamente capazes de medir e registrar fenômenos de propagação e a possibilidade prática do uso de modos de comunicação como reflexão lunar, dispersão meteórica, capa esporádica, capa F de dispersão transequatorial, satélites de baixa potência. Devido ao crescente número de radioamadores que usam segmentos do espectro de radiofreqüência tem-se desenvolvido técnicas especiais para que todos compartilhem as freqüências.
O radioamador é tido também como força de reserva das forças armadas prestando serviços quando solicitados, responde rapidamente aos chamados de socorro em comunicações quando os canais normais são interrompidos devido a calamidades. A resolução N.º 640 adotada pela CAMR- 79, reconhece formalmente o valor desse recurso.
Os amadores tem contribuído em situações de emergência de conseqüências desastrosas como terremotos, erupções vulcânicas e furacões que ocorrem quase todos os anos em diversos países.
Os radioamadores orgulham-se de sua aptidão em prestar este valioso serviço publico e se mantém sempre a disposição assegurando pronta disponibilidade de seus recursos de comunicação tão logo sejam necessários. Também destaca-se pôr constituir o único meio para estabelecimentos de contatos internacionais de forma regular de pessoa a pessoa entre os povos. O radioamadorismo não conhece barreira alguma, seja política, geográfica, étnica, cultural, religiosa, econômica, de idade ou qualquer outra, pôr tanto constituí uma ponte, sem paralelo entre todos os povos da terra.
Pode-se assegurar que os radioamadores são representantes do seu país nas ondas do rádio, quando estabelecem contatos internacionais promovem a imagem do seu país e pôr seu interesse pelo resto do mundo.
Pôr sua possibilidade de aprendizagem para a juventude o valor do radioamadorismo é muito claro, além do mais, traz a oportunidade de uma atividade produtiva para pessoas de idade avançada e para os fisicamente incapacitados, o radioamadorismo oferece uma oportunidade de contato externo que não seria possível conseguir de outra maneira, é uma inigualável abertura pôr exemplo, para os deficientes visuais.
Os radioamadores são licenciados pôr suas administrações governamentais e cada um possuidor de licença se constituí em um usuário registrado de equipamento de comunicação. O serviço radioamadorístico está em evolução e cresce a uma taxa de 7% ao ano pôr este motivo é importante lembrar os benefícios do radioamadorismo. Pode-se encontrar radioamadores em todos segmentos da sociedade espalhados em todo o mundo, graças apenas a sustentação de uma política internacional apropriada atribuindo faixas do espectro radioelétrico ao radioamadorismo. Sendo um serviço em evolução necessita ter seu espectro de freqüências respeitado e ampliado para que possa continuar sua evolução.